Em um incêndio, a fumaça reduz a visibilidade e a energia elétrica pode ser cortada. É nesse cenário que a sinalização de emergência faz diferença: ela mostra por onde sair, onde estão os equipamentos de combate e quais áreas oferecem perigo.
Neste artigo, a Imprefix explica como funciona a sinalização, por que as placas fotoluminescentes são tão usadas e qual norma está em vigor.
Para que serve a sinalização de emergência?
A sinalização de emergência tem três objetivos principais:
- Reduzir o risco de incêndio, alertando para os perigos existentes;
- Orientar as ações de combate, indicando onde estão extintores e outros equipamentos;
- Facilitar o abandono do local, apontando rotas de fuga e saídas.
Ela é uma das medidas de prevenção exigidas pelo Corpo de Bombeiros, e no Paraná é tratada pela NPT 020 (Sinalização de Emergência).
A NBR 13434 foi substituída pela NBR 16820
Durante anos, a referência da ABNT para esse assunto foi a série NBR 13434. Em 2020, ela foi cancelada e substituída pela ABNT NBR 16820 – Sistemas de sinalização de emergência, que define requisitos de projeto, fabricação, instalação, manutenção e métodos de ensaio.
Isso importa na prática: muitos materiais e orçamentos ainda citam a norma antiga. Ao comprar placas, confirme se o fornecedor trabalha de acordo com a NBR 16820.
Sinalização básica e complementar
A NBR 16820 organiza a sinalização em dois grupos.
Sinalização básica, o conjunto mínimo para uma edificação:
- Proibição: forma circular, para condutas que não devem ser praticadas (por exemplo, proibido fumar);
- Alerta: forma triangular, para áreas e materiais que representam risco;
- Orientação e salvamento: forma retangular, para rotas de saída, saídas de emergência e ações necessárias para chegar até elas;
- Equipamentos de combate a incêndio e alarme: forma quadrada, para indicar a localização de extintores, hidrantes e alarmes.
Sinalização complementar, que reforça a básica e inclui faixas de cor para obstáculos e riscos nas rotas de fuga, mensagens escritas para necessidades especiais, indicação do agente extintor e indicação de lotação máxima.
Como funciona uma placa fotoluminescente?
A placa fotoluminescente absorve luz do ambiente e a libera aos poucos quando a iluminação é desligada. Ela não funciona como uma lâmpada e não depende de bateria, mas precisa estar exposta a uma luz adequada para "carregar".
Por isso, a sinalização de orientação e salvamento é feita com material fotoluminescente: se faltar energia durante uma emergência, as placas continuam visíveis por um tempo.
Erros comuns na sinalização
- Colocar placa de "saída" apenas na porta. A rota de fuga precisa de continuidade visual: quem está no corredor deve ser conduzido até a saída.
- Instalar em local mal iluminado. Sem luz suficiente, a placa carrega pouco e rende menos no escuro.
- Deixar placas obstruídas, sujas ou danificadas. Uma placa que não se vê não cumpre sua função.
- Esquecer a indicação dos extintores. O equipamento precisa ser encontrado rápido.
- Usar produto sem conformidade. Prefira placas fabricadas de acordo com a norma vigente e com identificação do fabricante.
E as regras do Corpo de Bombeiros do Paraná?
A NPT 020 do CBMPR é a referência local para a sinalização de emergência no estado. Como as normas técnicas estaduais são atualizadas de tempos em tempos e a NBR 13434 foi substituída em 2020, o ideal é que o projeto da sua edificação seja conferido por um responsável técnico ou diretamente com o Corpo de Bombeiros, para garantir que as placas e as alturas de instalação estão de acordo com a versão em vigor.
Perguntas frequentes
Placa fotoluminescente é obrigatória?
Para a sinalização de orientação e salvamento, sim, o material fotoluminescente é o padrão adotado nas normas, justamente para funcionar sem energia elétrica.
Quanto tempo a placa brilha no escuro?
Depende da qualidade do pigmento e da carga de luz recebida. Placas de qualidade trazem informações de desempenho do material.
Quem precisa instalar sinalização de emergência?
Em geral, edificações e estabelecimentos abrangidos pela legislação de prevenção contra incêndio, como comércios, indústrias, escolas, condomínios e serviços. A exigência exata depende do risco e da área.
Preciso trocar as placas antigas?
Se estiverem danificadas, apagadas ou fora do padrão exigido, sim. Vale uma avaliação do que existe hoje na sua empresa.
Placas fotoluminescentes em Curitiba
A Imprefix tem uma linha de placas fotoluminescentes para sinalização de saídas, rotas de fuga e equipamentos. Peça seu orçamento pelo WhatsApp (41) 99266-4700.
Referências: ABNT NBR 16820:2020 (sistemas de sinalização de emergência), que substituiu a série NBR 13434, e NPT 020 do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.
